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ChanfanaA economia de um concelho de montanha, como o de Pampilhosa da Serra, está necessariamente ligada à floresta e a uma agricultura de subsistência. Neste contexto, a gastronomia surge como a materialização do que se  produz na região, reflectindo o modo de vida sui generis das gentes serranas. Nas aldeias recônditas do concelho subsiste uma riqueza gastronómica constituída por pratos autênticos, que perduraram ao longo dos tempos e passaram de geração em geração.

Habituadas a uma vida árdua e difícil, as gentes da serra diferenciavam, noutros tempos, a alimentação quotidiana da alimentação dos dias de festa. Por isso, os pratos variavam de acordo com as ocasiões.
Na quadra do Natal imperam Couvada, a Chanfana, as Filhós, os Sonhos de Abóbora, as Fatias, o Arroz Doce e as Castanhas com leite. Na Páscoa, as iguarias são outras: reinam os Maranhos, o Cabrito Assado, a Truta de Escabeche, o Pão Leve e o Bolo de Mel. Por altura das Festas Religiosas saboreiam-se novos pratos, a começar pelo Caldo Verde ou não fosse ele encorpado com a couve serrana, o Cozido à Portuguesa, o Bucho, a Tigelada e o Bolo de Azeite. Durante o ano, os pratos típicos mais usuais são a Sopa de Feijão Verde, a Sopa de Couve Serrana, a Sopa de Botelha, os Carolos, a Tiborna, a Guleima e o Caldo de Castanhas.
A par destes pratos, que dia a dia alimentam este nobre povo, não pode ser esquecido o queijo de cabra, fresco ou curtido, nem a aguardente, de mel ou de medronhos. A escolha, essa fica ao critério de cada um!

 

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